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  • Foto do escritorLisandra de Oliveira

Obras do Anel Viário tumultuam trânsito em Campo Grande, na Zona Oeste

Atualizado: 13 de abr.

Um mergulhão, um túnel e uma ligação de vias expressas fazem parte do projeto, que tem o objetivo de melhorar o fluxo de veículos na região


Placa anunciando a obra /Foto: Bruna Geovanna

A Prefeitura do Rio de Janeiro deu início às obras do projeto de mobilidade urbana do Anel Viário, no bairro de Campo Grande, na zona oeste, em abril de 2023. O plano prevê a construção de um mergulhão sob a Avenida Cesário de Melo e de um túnel no Morro Luis Bom. Segundo a Secretaria Municipal de Infraestrutura, responsável pela intervenção, as novas rotas irão melhorar o escoamento do trânsito e diminuir o tempo de deslocamento no centro da região.


Campo Grande é o bairro mais populoso do Brasil - tem mais de 300 mil habitantes, segundo o IBGE. E tem sofrido com as interdições provocadas pela obra do Anel Viário. Algumas faixas nas Avenidas Maria Teresa e Dom Sebastião Primeiro e na Rua Artur Rios precisaram ser fechadas.


Para o gerente de vendas Diogo Marinho, 29 anos, isso tem deixado o trânsito mais complicado e a sua rotina para passar pelo local precisou ser alterada. “As obras naquela região ali deixaram ainda mais caótico o que antes já não funcionava bem. Hoje não dá pra prever quanto tempo leva para passar naquele trecho, por isso tenho que sair uma hora mais cedo todos os dias para não correr o risco de me atrasar para o trabalho”, afirma Diogo.


Um canteiro de obras foi construído na Praça Francisco Barbosa para auxiliar os trabalhadores da prefeitura. Com isso, um bom espaço que as pessoas utilizam para circular foi perdido. Outro fato mudou a rotina de quem pega ônibus na Avenida Maria Teresa, sentido Viaduto Prefeito Alim Pedro, mais conhecido como “Viaduto velho”. O ponto ao lado do mercado Assaí Atacadista precisou ser modificado por causa da abertura de um buraco.


Canteiro de obras na Praça São Francisco Barbosa e buraco em frente ao ponto da Av. Maria Teresa/ Foto: Lisandra de Oliveira

Apesar do transtorno causado pelo bloqueio de algumas pistas, os funcionários da Companhia de Engenharia de Tráfego do RJ (CET-Rio) estão posicionados em pontos estratégicos para orientar motoristas. O assistente de gente e gestão, Adriano Coutinho, 24 anos, que mora próximo ao local da construção do mergulhão, diz que o aprimoramento da mobilidade urbana de Campo Grande já deveria ter acontecido junto com o crescimento do subúrbio. “Acredito que deveriam ter ocorrido antes. Os governantes ignoraram o rápido crescimento da região, e deixaram de lado as melhorias. Sobre o atual momento e o futuro, acredito que toda forma de melhoria é bem-vinda. Vejo muitas críticas, mas precisamos abdicar de certos confortos, mesmo que momentaneamente visando a melhoria”, declarou Adriano.


Túnel Morro Luís Bom e a questão ambiental


Um dos pontos do projeto da Prefeitura do Rio prevê a construção de um túnel de 600 metros, com duas galerias, sob o morro Luís Bom, que irá fazer uma ligação expressa entre a Estrada da Caroba e a Estrada da Posse. No morro fica a Floresta da Posse, que integra uma Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie), uma área de pequena extensão, com características naturais únicas ou raras da fauna e da flora, e que é protegida por lei.


A Secretária Municipal de Infraestrutura ressalta que a construção do novo túnel está licenciada e que "tudo é devidamente estudado pelos técnicos da prefeitura, no intuito de causar o menor impacto aos moradores e ao meio ambiente”.

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