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  • Foto do escritorTiago Mendes

Patrimônios imateriais do Rio, altinha e futevôlei buscam destaque nacional e espaço nas Olimpíadas

Atualizado: 25 de mai.

Modalidades existem desde a década de 60 e são vistas como formas de lazer entre praticantes cariocas


Praticantes de altinha no Rio de Janeiro. Foto: Reprodução/Facebook

Populares nas praias cariocas, a altinha e o futevôlei são esportes declarados Patrimônio Cultural Imaterial do estado do Rio de Janeiro. Entre praticantes e organizadores de eventos das duas modalidades, o desafio agora é divulgá-las fora do Rio – e, quem sabe, um dia ver altinha e futevôlei em futuras Olimpíadas.


As modalidades existem desde a década de 60. De acordo com o site Beta Redação, a altinha surgiu nos anos 1960, como uma brincadeira variante do futebol. A bola podia ser de meia, de futebol ou de futsal, mas tinha uma regra: não cair no chão. Tanto crianças quanto adultos jogavam.


Segundo o mesmo site, uma modalidade se originou da outra. Em 1962, um grupo de amigos estava jogando altinha na orla da praia de Copacabana e foi advertido por policiais, que disseram que a atividade era contra uma lei vigente da época. Além disso, alegaram que estavam atrapalhando os pedestres que ali passavam.


Para não perderem o lazer, os amigos decidiram subir para a faixa de areia próximo ao calçadão e lá encontraram a rede de vôlei. Logo se deram conta de que não sabiam jogar vôlei. Resolveram aproveitar a rede e seguir jogando com os pés, e assim surgiu o futevôlei.


Discussão sobre espaço nos jogos olímpicos 


Em 2021 foi criada a Liga Altinha Brasil, que tem o objetivo de promover o esporte e fazer com que ele seja incluído em futuras Olimpíadas. Paulo Santos, estudante de Engenharia Elétrica e praticante do esporte desde 2017, diz que existem esperanças de que um dia a altinha se torne esporte olímpico, porém, é um processo lento: “A missão é difícil, mas a esperança é a última que morre. Para virar oficialmente um esporte olímpico tem que passar pelo Comitê Olímpico Internacional e, antes disso, é preciso que a altinha se difunda entre outros países, para que tenham mais competidores”.


O futevôlei está mais avançado nesse processo. Por ser mais popularizado que a altinha, já foi destaque nas entrevistas de Romário, Edmundo e Renato Gaúcho, quando ainda eram jogadores. Com tanta influência no esporte, foram criadas federações da modalidade e, no ano de 2003, ocorreu a Liga Mundial de Futevôlei, na Grécia.


As discussões sobre levar o esporte para as Olimpíadas acontecem desde 2012, entretanto, nunca se concretizaram de fato. Para Lucas Fernandes, professor de futevôlei, o esporte está em expansão, mas ainda não há nada consolidado. 


Regras e diferenças


Praticante de futevôlei. Foto: Vinícius Araújo

Com o sonho olímpico ainda distante, resta entender bem as regras para entrar no jogo da altinha e do futevôlei. As duas modalidades proíbem o uso das mãos, regra herdada do futebol. A altinha é mais recreativa, sem objetivo de competição. O futevôlei tem regras e pontuação definidas. Na altinha, não há limite para o número de jogadores, mas recomenda-se quatro participantes para facilitar o jogo. Manobras e dribles, conhecidos como “tricks”, agregam variedade e desafio à atividade.


A altinha é mais básica, tem poucas regras. Porém, com jogadores mais experientes, existe uma recomendação para deixar o jogo mais competitivo. Lucas conta que cortar a bola, ou seja, chutar em direção ao outro jogador, deixa a partida mais dinâmica: “No caso de um quarteto estar jogando, é maneiro que os jogadores cortem a bola. Ou seja, que joguem a bola de propósito no jogador que estiver à frente. Isso deixa mais competitivo, tipo futevôlei, e com levantamento, corte e defesa, o jogo fica mais pegado e divertido”.


Por sua vez, o futevôlei se assemelha mais ao vôlei tradicional, só que proibindo o uso de mãos e braços. Geralmente jogado em duplas, o esporte segue regras similares ao vôlei, com sets de 18 ou 12 pontos. Cada equipe joga em um lado de uma quadra de vôlei de praia, delimitada oficialmente por medidas de 9x18 metros, com uma rede de 2,20 metros de altura. Sendo assim, são permitidos três toques na bola por equipe, incluindo saque, recepção, passe, ataque e defesa.


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