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Universidades públicas atraem estrangeiros ao Rio de Janeiro

Atualizado: 9 de abr.

UFRJ, Uerj e Unirio receberam pelo menos 600 intercambistas desde 2016


Por Daniel Góes e Fabiana Araújo

Campus da Uerj, no Maracanã - Foto: Daniel Góes

Que a cidade do Rio de Janeiro é o principal destino turístico do país você certamente sabe. O que muita gente desconhece é que a Cidade Maravilhosa também é um destino para universitários, pois abriga três importantes instituições de ensino superior do Brasil: a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), classificadas em 8°, 87° e 190° lugares, respectivamente, no ranking das melhores universidades da América Latina e do Caribe, realizado pela QS Quacquarelli Symonds, especialista global em educação superior.


A consultoria britânica também produz o Best Student Cities, que classifica as melhores cidades para estudar, e neste ranqueamento o Rio de Janeiro aparece na 102ª posição no mundo. Na América Latina, fica atrás apenas de Buenos Aires, Cidade do México, Santiago e São Paulo. No ranking da revista inglesa Times Higher Education (THE), especializada na publicação de notícias e artigos referentes ao mundo acadêmico, as três universidades aparecem entre as duas mil melhores instituições universitárias do mundo.

Na Uerj, segundo levantamento da universidade, 76 alunos estrangeiros entraram na instituição desde 2019. Já a UFRJ, instituição que mantém mais de 130 convênios de intercâmbio com instituições estrangeiras, recebeu, entre 2016 e 2019, 513 alunos de 15 nacionalidades diferentes. No início dos períodos letivos, a Uerj realiza projetos de integração e apresentação do ambiente de ensino aos intercambistas com intuito de melhorar a adaptação. Em 2019, segundo a Coordenadoria de Relações Internacionais (CRI) da Unirio, a instituição recebeu 12 alunos estrangeiros no segundo semestre daquele ano, provenientes de diversas instituições, como, por exemplo, a Universidade de Coimbra, em Portugal.

De acordo com Marcelo Alves Soares, professor do departamento de Genética do Instituto de Biologia da UFRJ, a maioria dos estudantes intercambistas vêm de países onde o Brasil é visto como uma potência. Alguns vêm para aprender determinada técnica ou para trabalhar com amostras de pesquisa disponíveis no Brasil. Segundo Soares, em seu setor o programa se dá por meio de colaborações científicas entre laboratórios de pesquisa e já recebeu alunos de diferentes países, a maioria lusófonos, mas também da Argentina, Suécia e Índia. O professor explica que o pagamento de bolsas destes alunos pode se dar via Brasil ou país de origem, depende do caso.


Centro de Ciências da Saúde da UFRJ - Foto: Arquivo CCS/UFRJ

Entre as principais barreiras para a adaptação ao período de estudos no Brasil, os intercambistas destacaram a distância de casa e os entraves linguísticos. “Além de estar longe da minha família, tive muitas dificuldades em me comunicar com as pessoas, elas pareciam não me entender mesmo falando em português”, afirmou a estudante Antonina Gabriela Endaman, de 24 anos, aluna da Faculdade de Comunicação Social (FCS) da Uerj e originária da Guiné Equatorial.

Antonina Gabriela Endaman, intercambista da Uerj - Foto: Daniel Góes

Já a estudante ganesa Gabriella Addy-Sackey, de 22 anos, também da FCS, conta que outra dificuldade é um certo distanciamento que alguns estudantes brasileiros teriam com relação aos estrangeiros: “No início me sentia muito afastada dos outros estudantes, as pessoas pareciam não querer se aproximar, o interesse era mais pelo meu sotaque e não pelas minhas reais necessidades”.

Gabriella Addy-Sackey, estudante da Uerj - Foto: Daniel Góes

No início dos períodos letivos, a Uerj realiza projetos de integração e apresentação para melhorar a adaptação dos intercambistas à universidade. Estudantes da Uerj que tenham interesse em participar dos programas de intercâmbio e alunos de instituições estrangeiras que queiram vir estudar na Uerj podem obter informações sobre os editais e programas oferecidos pela universidade através do portal da Diretoria de Cooperação Internacional (DIRCINT).


1 Comment


Bruno Oliveira e Silva
Bruno Oliveira e Silva
Oct 21, 2023

Parabéns pela reportagem. É interessante saber as reais necessidades desses estudantes para que a integração na sociedade se realize de forma efetiva e não apenas aparente.

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